Síndrome de Osgood-Schlatter em crianças e adolescentes: como será o tratamento?

18 de agosto de 2026

Como identificar e tratar a síndrome de Osgood-Schlatter em crianças e adolescentes?

Muitos pais se preocupam quando os filhos começam a reclamar de dor abaixo da patela, principalmente após treinos, corridas ou saltos.

 

Em muitos casos, esse desconforto está relacionado justamente à Síndrome de Osgood-Schlatter, uma condição frequente em adolescentes fisicamente ativos. 


Embora possa limitar temporariamente a prática esportiva, ela costuma apresentar boa evolução quando tratada corretamente.


O segredo está no diagnóstico precoce, no controle da sobrecarga e em um plano de reabilitação personalizado.


O que é a Síndrome de Osgood-Schlatter?


A Síndrome de Osgood-Schlatter é uma condição causada pela tração repetitiva do tendão patelar sobre a tuberosidade da tíbia, região localizada logo abaixo da patela. 


Durante o crescimento, essa área ainda está em desenvolvimento e pode sofrer inflamação devido ao esforço repetitivo, principalmente em crianças e adolescentes que praticam esportes.


Essa condição é mais comum entre 10 e 15 anos de idade e costuma ocorrer durante períodos de crescimento acelerado.


Quais são os principais sintomas da Síndrome de Osgood-Schlatter?


Geralmente, os sintomas aparecem de forma gradual e tendem a piorar durante ou após atividades físicas.


Assim, é importante estar atento aos seguintes sinais:


  • Dor no joelho logo abaixo da patela;
  • Sensibilidade ao toque na parte superior da tíbia;
  • Inchaço ou aumento de volume na região;
  • Dor ao correr, saltar, agachar ou subir escadas;
  • Desconforto após treinos ou competições;
  • Melhora parcial com repouso.


Apesar de causar bastante incômodo, a síndrome normalmente não provoca danos permanentes à articulação quando tratada adequadamente.


Como realizamos o diagnóstico da condição?


Realizamos o diagnóstico principalmente por meio da avaliação clínica.


Durante a consulta, investigamos o histórico da dor, a prática esportiva, a fase de crescimento e realizamos um exame físico detalhado para identificar o local da dor e avaliar a função do joelho.


Quando necessário, podemos solicitar exames de imagem, como radiografias, para confirmar o diagnóstico e descartar outras condições que também podem causar dor na região anterior do joelho.


Como será o tratamento da Síndrome de Osgood-Schlatter?


Na maioria dos casos, o tratamento é conservador.


Nosso objetivo é controlar a dor, reduzir a inflamação e permitir que o adolescente continue seu desenvolvimento sem comprometer a saúde do joelho.


O tratamento costuma envolver uma combinação de estratégias, como redução temporária da sobrecarga esportiva, adaptação dos treinos, fisioterapia e fortalecimento muscular. 


O fortalecimento dos músculos da coxa, do quadril e do core ajuda a diminuir a tensão sobre o tendão patelar.



Já exercícios de alongamento contribuem para melhorar a flexibilidade e reduzir a sobrecarga na região.


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No nosso blog, temos um artigo completo sobre a fisioterapia para joelho, confira!


Quando necessário, também podemos utilizar medicamentos para controle da dor e da inflamação.


Em alguns casos, a aplicação de gelo após atividades físicas e o uso temporário de faixas infrapatelares ou órteses podem auxiliar no alívio dos sintomas.


É importante destacar que o tratamento não significa, necessariamente, interromper completamente a prática esportiva. 


Em muitos pacientes, é possível manter as atividades com ajustes na intensidade e na frequência dos treinos, desde que a dor esteja controlada e exista acompanhamento especializado.


Quando a cirurgia pode ser necessária?


A cirurgia de joelho é rara na Síndrome de Osgood-Schlatter e praticamente nunca indicamos durante a fase de crescimento. 


Como a doença costuma melhorar espontaneamente após o fechamento das placas de crescimento, a grande maioria dos pacientes apresenta excelente evolução apenas com tratamento conservador.


Em situações excepcionais, quando a dor persiste mesmo após o término do crescimento ou existe um fragmento ósseo que continua causando sintomas importantes, podemos considerar o tratamento cirúrgico.


Entretanto, essa decisão é incomum e depende de uma avaliação criteriosa.


Quanto tempo leva para a Síndrome de Osgood-Schlatter melhorar?


O tempo de recuperação varia conforme a intensidade dos sintomas, o estágio de crescimento e a adesão ao tratamento.

 

Muitos pacientes apresentam boa melhora em poucas semanas ou meses, enquanto outros podem ter sintomas intermitentes até o fim da fase de crescimento.


O mais importante é respeitar os limites da dor e seguir corretamente o programa de reabilitação.


Além disso, recomendamos evitar sobrecargas que possam prolongar o quadro.


A criança pode continuar praticando esportes?


Na maioria dos casos, sim. 


O afastamento completo do esporte nem sempre é necessário. 


O tratamento busca controlar os sintomas para que a criança ou o adolescente continue ativo de forma segura, realizando adaptações quando necessário.


A decisão sobre manter ou reduzir a prática esportiva depende da intensidade da dor, da modalidade praticada e da resposta ao tratamento. 


Com acompanhamento adequado, a maioria dos pacientes consegue retornar às atividades sem prejuízos para o desenvolvimento da articulação.


Síndrome de Osgood-Schlatter em crianças e adolescentes: conte com o Dr. Diego Munhoz


O tratamento da Síndrome de Osgood-Schlatter deve ser sempre individualizado.


Levamos em consideração a idade, o estágio de crescimento, o nível de atividade física e os objetivos de cada paciente. 


Uma avaliação especializada é essencial para diferenciar essa condição de outras causas de dor no joelho e definir a melhor estratégia terapêutica.


O Dr. Diego Munhoz é especialista em joelho e médico assistente voluntário do grupo de ortopedia pediátrica do Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP). 


Atua no diagnóstico e tratamento das principais doenças e lesões do joelho em crianças, adolescentes e adultos, oferecendo desde tratamentos conservadores até procedimentos especializados quando necessários.


Se seu filho apresenta dor persistente na parte da frente do joelho, dificuldade para praticar esportes ou desconforto durante a fase de crescimento, agende uma consulta com o Dr. Diego Munhoz. 


Um diagnóstico precoce e um tratamento adequado são indispensáveis para aliviar os sintomas, preservar a função da articulação e permitir um retorno seguro às atividades.


FAQ – Síndrome de Osgood-Schlatter em crianças e adolescentes


  • O que é a Síndrome de Osgood-Schlatter em crianças e adolescentes?

    A Síndrome de Osgood-Schlatter é uma inflamação na região logo abaixo da patela causada pela tração repetitiva do tendão patelar sobre a tuberosidade da tíbia durante a fase de crescimento.  Ela ocorre mais em crianças e adolescentes fisicamente ativos.

  • Quais são os sintomas da Síndrome de Osgood-Schlatter?

    Os sintomas mais frequentes são dor abaixo da patela, sensibilidade ao toque, inchaço na parte anterior do joelho, dor ao correr, saltar, agachar ou subir escadas e melhora parcial dos sintomas com repouso.

  • Como é o tratamento da Síndrome de Osgood-Schlatter?

    O tratamento geralmente é conservador e inclui fisioterapia, fortalecimento muscular, alongamentos, redução temporária da sobrecarga esportiva, adaptação dos treinos e medidas para controle da dor e da inflamação.

  • A criança precisa parar de praticar esportes?

    Nem sempre.  Na maioria dos casos, é possível manter a prática esportiva com adaptações na intensidade dos treinos e acompanhamento, desde que os sintomas estejam controlados.

  • Quando a cirurgia é indicada na Síndrome de Osgood-Schlatter?

    A cirurgia é rara e costuma ser considerada apenas em casos excepcionais. Recomendamos o procedimento quando a dor persiste após o término do crescimento ou há um fragmento ósseo causando sintomas importantes que não melhoram com o tratamento conservador.

  • Quando procurar o especialista em joelho infantil?

    A avaliação especializada é recomendada quando a criança ou o adolescente apresenta dor persistente abaixo da patela, dificuldade para praticar esportes, inchaço no joelho ou sintomas que não melhoram com repouso e medidas iniciais. 

    O diagnóstico precoce favorece um tratamento mais eficaz e um retorno seguro às atividades.


  • Quanto tempo leva para melhorar a Síndrome de Osgood-Schlatter?

    A recuperação varia conforme a intensidade dos sintomas e a fase de crescimento. Muitos pacientes apresentam melhora em poucas semanas ou meses, embora alguns possam ter desconforto intermitente até o fim do crescimento.

Dr. Diego Munhoz

Médico ortopedista especialista em cirurgia de joelho graduado pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP.

Acompanha com proximidade o quadro clínico do paciente e atua do diagnóstico a reabilitação!

  • Graduado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP);
  • Residência em Ortopedia pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Especialização em cirurgia de Joelho pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Preceptor dos residentes de ortopedia durante o ano de 2018 no Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Preceptor dos alunos de medicina(internos) durante o ano de 2019 Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Habilitado em Cirurgia Robótica do Joelho;
  • Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho;
  • Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia;
  • Atualmente, cursa doutorado pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP).
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