Dor no joelho em crianças e adolescentes: quando é normal e quando se preocupar?
A dor no joelho em crianças e adolescentes pode gerar muitas dúvidas nos pais.
Afinal, será apenas uma fase do crescimento, consequência dos esportes ou um sinal de algo que precisa de atenção?
Embora em muitos casos o desconforto esteja relacionado ao desenvolvimento ou à sobrecarga física, alguns sintomas podem indicar condições que merecem avaliação especializada.
Neste artigo, vamos explicar quando a dor pode ser considerada comum e em quais situações é importante investigar mais a fundo.
Assim, será possível proteger a saúde e o desenvolvimento das articulações dos jovens.
O que pode causar dor no joelho em crianças e adolescentes?
A dor no joelho em crianças e adolescentes pode ter diferentes causas, desde situações comuns relacionadas ao crescimento até lesões que precisam de avaliação especializada.
Entre esses motivos, destacamos:
- Dores do crescimento: podem causar desconforto nas pernas durante a infância, especialmente no fim do dia ou à noite, embora nem sempre estejam localizadas exatamente no joelho;
- Sobrecarga por atividades físicas: esportes com impacto, corridas, saltos e treinos intensos podem gerar irritação nas estruturas ao redor do joelho;
- Lesões esportivas: entorses, contusões, lesões de menisco, ligamentos ou cartilagem podem ocorrer em crianças e adolescentes fisicamente ativos;
- Síndrome de Osgood-Schlatter: condição comum em adolescentes em fase de crescimento, causada por tração repetitiva no tendão patelar, gerando dor na parte da frente do joelho;
- Síndrome femoropatelar: dor na região anterior do joelho, muitas vezes relacionada a desalinhamento, sobrecarga ou fraqueza muscular
- Alterações posturais ou biomecânicas: joelhos para dentro (joelho valgo), pés planos ou desequilíbrios musculares podem aumentar a sobrecarga na articulação;
- Inflamações ou infecções: embora menos comuns, processos inflamatórios ou infecciosos podem causar dor, inchaço e limitação dos movimentos
- Traumas ou quedas: impactos diretos durante brincadeiras, escola ou esportes podem causar desde contusões simples até lesões mais importantes.
Quais sinais indicam que a dor pode ser algo mais sério?
Alguns sinais podem indicar a necessidade de uma avaliação especializada em caso de dor no joelho em crianças e adolescentes.
Confira abaixo:
- Dor no joelho persistente ou que piora com o passar dos dias, mesmo com repouso;
- Inchaço visível no joelho, principalmente quando surge sem trauma evidente;
- Dificuldade para caminhar ou mancar, evitando apoiar a perna normalmente;
- Limitação para dobrar ou esticar o joelho, com perda de mobilidade;
- Dor intensa durante a noite ou em repouso, sem relação com atividade física;
- Estalos no joelhos acompanhados de dor ou sensação de travamento do joelho;
- Sensação de instabilidade, como se o joelho “falhasse” durante os movimentos;
- Vermelhidão, calor local ou febre, que podem indicar inflamação ou infecção;
- Dor após trauma importante, como quedas, torções ou lesões esportivas;
- Redução do desempenho esportivo ou dificuldade para voltar às atividades, especialmente em crianças e adolescentes atletas.
Como fazemos o diagnóstico da dor no joelho em crianças e adolescentes?
O diagnóstico da dor no joelho em crianças e adolescentes começa com uma avaliação clínica detalhada.
Buscamos entender quando a dor começou, em quais situações ela aparece, se está relacionada à prática esportiva, ao crescimento, a traumas ou a atividades específicas do dia a dia.
Durante a consulta, investigamos sintomas associados, como inchaço, dificuldade para caminhar, sensação de instabilidade, estalos ou limitação dos movimentos.
Em seguida, realizamos o exame físico, avaliando a mobilidade do joelho, força muscular, alinhamento dos membros inferiores, postura, padrão de marcha e possíveis pontos de dor ou sinais de inflamação.
Dependendo dos achados clínicos, podemos solicitar exames de imagem para complementar a investigação.
Radiografias costumam ser úteis para avaliar alterações ósseas, alinhamento e condições relacionadas ao crescimento.
Já a ressonância magnética, indicamos quando há suspeita de lesões em cartilagem, meniscos, ligamentos ou outras estruturas internas do joelho.
Quais são as opções de tratamento para dor no joelho em crianças e adolescentes?
O tratamento da dor no joelho em crianças e adolescentes depende da causa do problema, da idade do paciente, do nível de atividade física e do impacto que os sintomas estão causando na rotina.
Em muitos casos, o tratamento inicial é conservador e envolve repouso relativo, adaptação temporária das atividades físicas, aplicação de gelo e controle da dor quando necessário.
A fisioterapia para joelho também possui um papel fundamental.
Ela colabora para o fortalecimento muscular, melhora da mobilidade, correção de desequilíbrios musculares e ajustes no padrão de movimento para reduzir a sobrecarga sobre o joelho.
Segundo a American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS), grande parte das dores anteriores no joelho em adolescentes melhora com medidas como modificação da atividade, alongamento e fortalecimento muscular.
Além disso, a própria entidade reforça que jovens atletas com dor persistente por sobrecarga devem ser avaliados para evitar que o quadro evolua para lesões mais importantes.
Em quais casos a cirurgia pode ser necessária?
Na maioria das vezes, podemos tratar a dor no joelho em crianças e adolescentes com medidas conservadoras.
Contudo, existem situações em que a cirurgia pode ser necessária, especialmente quando há lesões estruturais importantes ou quando o tratamento conservador não apresenta a resposta esperada.
Casos como rupturas ligamentares, lesões meniscais com travamento articular, fraturas que comprometem a articulação, instabilidade recorrente da patela ou alterações anatômicas podem exigir abordagem cirúrgica.
Assim, restauramos a função e evitamos danos futuros.
Além disso, algumas condições ortopédicas relacionadas ao crescimento ou lesões esportivas mais complexas também podem precisar de intervenção.
Por isso, não baseamos a decisão pela cirurgia apenas na dor, mas em uma avaliação completa do quadro clínico, exames de imagem, idade do paciente, nível de atividade e impacto funcional.

Dor no joelho em crianças e adolescentes: fale com o Dr. Diego Munhoz
Quando a dor no joelho em crianças e adolescentes persiste, interfere nas atividades do dia a dia ou limita a prática esportiva, uma avaliação especializada pode fazer toda a diferença.
O cuidado com o joelho durante a fase de crescimento é crucial para preservar a mobilidade, prevenir complicações futuras e permitir um desenvolvimento saudável.
Agende uma consulta com o Dr. Diego Munhoz, especialista em joelho e médico do grupo de ortopedia pediátrica do Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP.
Com experiência no diagnóstico e tratamento de condições ortopédicas em crianças, adolescentes e adultos, ele está preparado para avaliar desde dores relacionadas ao crescimento e lesões esportivas até casos mais complexos.
Conte com uma abordagem individualizada e baseada nas opções mais modernas da ortopedia!
Dr. Diego Munhoz
Médico ortopedista especialista em cirurgia de joelho graduado pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP.
Acompanha com proximidade o quadro clínico do paciente e atua do diagnóstico a reabilitação!
- Graduado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP);
- Residência em Ortopedia pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
- Especialização em cirurgia de Joelho pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
- Preceptor dos residentes de ortopedia durante o ano de 2018 no Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
- Preceptor dos alunos de medicina(internos) durante o ano de 2019 Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
- Habilitado em Cirurgia Robótica do Joelho;
- Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho;
- Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia;
- Atualmente, cursa doutorado pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP).









