Dor no joelho em crianças e adolescentes: quando é normal e quando se preocupar?

2 de junho de 2026

A dor no joelho em crianças e adolescentes pode gerar muitas dúvidas nos pais.

Afinal, será apenas uma fase do crescimento, consequência dos esportes ou um sinal de algo que precisa de atenção? 


Embora em muitos casos o desconforto esteja relacionado ao desenvolvimento ou à sobrecarga física, alguns sintomas podem indicar condições que merecem avaliação especializada. 


Neste artigo, vamos explicar quando a dor pode ser considerada comum e em quais situações é importante investigar mais a fundo.

Assim, será possível proteger a saúde e o desenvolvimento das articulações dos jovens.


O que pode causar dor no joelho em crianças e adolescentes? 


A dor no joelho em crianças e adolescentes pode ter diferentes causas, desde situações comuns relacionadas ao crescimento até lesões que precisam de avaliação especializada.


Entre esses motivos, destacamos:


  • Dores do crescimento: podem causar desconforto nas pernas durante a infância, especialmente no fim do dia ou à noite, embora nem sempre estejam localizadas exatamente no joelho; 
  • Sobrecarga por atividades físicas: esportes com impacto, corridas, saltos e treinos intensos podem gerar irritação nas estruturas ao redor do joelho;
  • Lesões esportivas: entorses, contusões, lesões de menisco, ligamentos ou cartilagem podem ocorrer em crianças e adolescentes fisicamente ativos; 
  • Síndrome de Osgood-Schlatter: condição comum em adolescentes em fase de crescimento, causada por tração repetitiva no tendão patelar, gerando dor na parte da frente do joelho;
  • Síndrome femoropatelar: dor na região anterior do joelho, muitas vezes relacionada a desalinhamento, sobrecarga ou fraqueza muscular 
  • Alterações posturais ou biomecânicas: joelhos para dentro (joelho valgo), pés planos ou desequilíbrios musculares podem aumentar a sobrecarga na articulação; 
  • Inflamações ou infecções: embora menos comuns, processos inflamatórios ou infecciosos podem causar dor, inchaço e limitação dos movimentos 
  • Traumas ou quedas: impactos diretos durante brincadeiras, escola ou esportes podem causar desde contusões simples até lesões mais importantes.


Quais sinais indicam que a dor pode ser algo mais sério? 


Alguns sinais podem indicar a necessidade de uma avaliação especializada em caso de dor no joelho em crianças e adolescentes.


Confira abaixo:


  • Dor no joelho persistente ou que piora com o passar dos dias, mesmo com repouso;
  • Inchaço visível no joelho, principalmente quando surge sem trauma evidente; 
  • Dificuldade para caminhar ou mancar, evitando apoiar a perna normalmente;
  • Limitação para dobrar ou esticar o joelho, com perda de mobilidade;
  • Dor intensa durante a noite ou em repouso, sem relação com atividade física; 
  • Estalos no joelhos acompanhados de dor ou sensação de travamento do joelho;
  • Sensação de instabilidade, como se o joelho “falhasse” durante os movimentos;
  • Vermelhidão, calor local ou febre, que podem indicar inflamação ou infecção;
  • Dor após trauma importante, como quedas, torções ou lesões esportivas;
  • Redução do desempenho esportivo ou dificuldade para voltar às atividades, especialmente em crianças e adolescentes atletas.


Como fazemos o diagnóstico da dor no joelho em crianças e adolescentes? 


O diagnóstico da dor no joelho em crianças e adolescentes começa com uma avaliação clínica detalhada.


Buscamos entender quando a dor começou, em quais situações ela aparece, se está relacionada à prática esportiva, ao crescimento, a traumas ou a atividades específicas do dia a dia. 


Durante a consulta, investigamos sintomas associados, como inchaço, dificuldade para caminhar, sensação de instabilidade, estalos ou limitação dos movimentos. 


Em seguida, realizamos o exame físico, avaliando a mobilidade do joelho, força muscular, alinhamento dos membros inferiores, postura, padrão de marcha e possíveis pontos de dor ou sinais de inflamação.


Dependendo dos achados clínicos, podemos solicitar exames de imagem para complementar a investigação. 


Radiografias costumam ser úteis para avaliar alterações ósseas, alinhamento e condições relacionadas ao crescimento.


Já a ressonância magnética, indicamos quando há suspeita de lesões em cartilagem, meniscos, ligamentos ou outras estruturas internas do joelho. 


Quais são as opções de tratamento para dor no joelho em crianças e adolescentes?


O tratamento da dor no joelho em crianças e adolescentes depende da causa do problema, da idade do paciente, do nível de atividade física e do impacto que os sintomas estão causando na rotina. 


Em muitos casos, o tratamento inicial é conservador e envolve repouso relativo, adaptação temporária das atividades físicas, aplicação de gelo e controle da dor quando necessário. 


A fisioterapia para joelho também possui um papel fundamental.


Ela colabora para o fortalecimento muscular, melhora da mobilidade, correção de desequilíbrios musculares e ajustes no padrão de movimento para reduzir a sobrecarga sobre o joelho.


Segundo a American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS), grande parte das dores anteriores no joelho em adolescentes melhora com medidas como modificação da atividade, alongamento e fortalecimento muscular. 


Além disso, a própria entidade reforça que jovens atletas com dor persistente por sobrecarga devem ser avaliados para evitar que o quadro evolua para lesões mais importantes. 


Em quais casos a cirurgia pode ser necessária? 


Na maioria das vezes, podemos tratar a dor no joelho em crianças e adolescentes com medidas conservadoras.


Contudo, existem situações em que a cirurgia pode ser necessária, especialmente quando há lesões estruturais importantes ou quando o tratamento conservador não apresenta a resposta esperada. 


Casos como rupturas ligamentares, lesões meniscais com travamento articular, fraturas que comprometem a articulação, instabilidade recorrente da patela ou alterações anatômicas podem exigir abordagem cirúrgica.


Assim, restauramos a função e evitamos danos futuros.


Além disso, algumas condições ortopédicas relacionadas ao crescimento ou lesões esportivas mais complexas também podem precisar de intervenção.



Por isso, não baseamos a decisão pela cirurgia apenas na dor, mas em uma avaliação completa do quadro clínico, exames de imagem, idade do paciente, nível de atividade e impacto funcional. 


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Dor no joelho em crianças e adolescentes: fale com o Dr. Diego Munhoz


Quando a dor no joelho em crianças e adolescentes persiste, interfere nas atividades do dia a dia ou limita a prática esportiva, uma avaliação especializada pode fazer toda a diferença. 


O cuidado com o joelho durante a fase de crescimento é crucial para preservar a mobilidade, prevenir complicações futuras e permitir um desenvolvimento saudável.


Agende uma consulta com o Dr. Diego Munhoz, especialista em joelho e médico do grupo de ortopedia pediátrica do Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP. 


Com experiência no diagnóstico e tratamento de condições ortopédicas em crianças, adolescentes e adultos, ele está preparado para avaliar desde dores relacionadas ao crescimento e lesões esportivas até casos mais complexos.



Conte com uma abordagem individualizada e baseada nas opções mais modernas da ortopedia!


Dr. Diego Munhoz

Médico ortopedista especialista em cirurgia de joelho graduado pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP.

Acompanha com proximidade o quadro clínico do paciente e atua do diagnóstico a reabilitação!

  • Graduado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP);
  • Residência em Ortopedia pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Especialização em cirurgia de Joelho pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Preceptor dos residentes de ortopedia durante o ano de 2018 no Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Preceptor dos alunos de medicina(internos) durante o ano de 2019 Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Habilitado em Cirurgia Robótica do Joelho;
  • Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho;
  • Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia;
  • Atualmente, cursa doutorado pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP).
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