Fratura subcondral do joelho: entenda

19 de agosto de 2025

A fratura subcondral do joelho é uma lesão óssea que ocorre abaixo da cartilagem articular, geralmente envolvendo o fêmur distal ou a tíbia proximal. 


Embora seja mais comum em pessoas idosas, também pode afetar atletas ou indivíduos com sobrecarga repetitiva na articulação. 


Essa condição pode causar dor persistente, inchaço e limitação funcional, sendo frequentemente confundida com outras doenças articulares, como artrose ou lesões meniscais. 


Portanto, entender o que é uma fratura subcondral, sintomas e opções de tratamento é essencial para garantir a melhor recuperação possível.


O que é uma fratura subcondral do joelho?



A fratura subcondral do joelho é um tipo específico de lesão óssea que ocorre logo abaixo da cartilagem articular, na região chamada osso subcondral. 


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Essa estrutura funciona como uma base de sustentação para a cartilagem e é fundamental para a absorção de impacto e distribuição de carga na articulação do joelho. 


Quando há uma fratura subcondral, essa camada sofre micro quebras ou colapsos que podem comprometer a integridade da cartilagem que a recobre.


Qual a diferença entre fratura subcondral e outras fraturas do joelho?


A principal diferença entre a fratura subcondral e outras fraturas do joelho é que, nas fraturas comuns, os ossos se quebram de maneira mais evidente, geralmente por traumas diretos ou quedas, e costumam ser facilmente visíveis em radiografias. 


Já a fratura subcondral é mais sutil, muitas vezes invisível em exames iniciais e só detectada com precisão por meio da ressonância magnética. 


Além disso, ela está mais relacionada a alterações biomecânicas e metabólicas do osso do que a um trauma agudo. 


Quais são as principais causas dessa condição?


As principais causas da fratura subcondral do joelho incluem:


  • Artrose no joelho: o desgaste da cartilagem articular sobrecarrega o osso subcondral, aumentando o risco de fratura por estresse;
  • Osteonecrose do joelho: a perda do suprimento sanguíneo ao osso subcondral leva à fragilidade óssea e eventual colapso ou fratura;
  • Trauma repetitivo ou microtraumas: atividades que causam impacto repetitivo, como corrida de longa distância, podem provocar fraturas por estresse no osso subcondral;
  • Alterações na densidade óssea: osteoporose e outras condições que enfraquecem os ossos tornam a estrutura subcondral mais suscetível a fraturas;
  • Cirurgias articulares prévias: intervenções no joelho podem alterar a biomecânica da articulação e predispor à sobrecarga do osso subcondral;
  • Idade avançada: com o envelhecimento, ocorre perda de massa óssea e alterações degenerativas que favorecem o surgimento de fraturas subcondrais.


Como reconhecer os sinais da fratura subcondral?


Os principais sintomas de uma fratura subcondral são:


  • Dor localizada na articulação afetada: a dor tende a piorar com a atividade e melhorar com o repouso;
  • Início insidioso da dor: em muitos casos, a dor não surge após trauma direto, mas se desenvolve gradualmente, especialmente em pacientes com osteoporose ou artrose;
  • Joelho inchado: pode haver acúmulo de líquido na articulação, causando sensação de rigidez;
  • Sensibilidade à palpação: a região sobre a articulação pode ficar dolorida ao toque;
  • Limitação de movimento: a dor e o edema podem levar à restrição dos movimentos articulares;
  • Claudicação (mancar): quando a fratura ocorre em membros inferiores, como no fêmur ou tíbia, o paciente pode apresentar marcha alterada;
  • Sintomas persistentes mesmo em repouso (em casos avançados): em fraturas que evoluem com colapso do osso subcondral, a dor pode tornar-se contínua.


Como realizamos o diagnóstico dessa condição?


O processo diagnóstico começa com o relato dos sintomas pelo paciente. 


Na investigação inicial, o exame físico pode revelar dor à palpação, mas os exames de raio-X muitas vezes não são suficientes para detectar a fratura nas fases iniciais. 


Por isso, solicitamos a ressonância magnética. A partir deste exame, conseguimos identificar alterações ósseas precoces, edema da medular óssea e a linha de fratura subcondral, permitindo um diagnóstico mais sensível e preciso. 


Em alguns casos, também podemos indicar a tomografia computadorizada para avaliar melhor a extensão da lesão, principalmente quando há suspeita de colapso do osso subcondral. 


Qual é o tratamento indicado para a fratura subcondral do joelho?


De forma geral, podemos manejar casos iniciais de forma conservadora.


Isso inclui restrição de carga, fisioterapia, fortalecimento muscular e o uso de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos. 


Também podemos recomendar a suplementação com cálcio e vitamina D, além do uso de medicamentos que ajudam na preservação óssea, como os bisfosfonatos, em alguns casos. 


Em situações específicas, podemos indicar métodos complementares, como infiltrações, visando melhorar a recuperação e o retorno gradual às atividades esportivas de forma segura.


Entretanto, quando há colapso do osso subcondral, falha do tratamento conservador ou agravamento dos sintomas, consideramos a cirurgia no joelho. 


As opções incluem desde a descompressão do osso, enxerto ósseo, até procedimentos mais complexos como a osteotomia ou mesmo a artroplastia de joelho (prótese).


É possível prevenir essa condição? Quando devo procurar o especialista?


A prevenção da fratura subcondral do joelho envolve cuidados com a saúde óssea e articular.


Assim, manter uma alimentação rica em cálcio e vitamina D, praticar exercícios de forma equilibrada e supervisionada, fortalecer os músculos que protegem o joelho e evitar sobrecargas nas articulações são medidas importantes. 


Segundo esse estudo, a fratura subcondral pode evoluir para osteonecrose (morte do tecido ósseo) caso não receba a atenção adequada. 


Isso acontece porque a fratura afeta uma região fundamental para o suporte e a integridade da articulação, podendo comprometer a cartilagem e levar à degeneração da articulação, dor crônica e perda funcional.


Dessa forma, é preciso procurar o ortopedista sempre que houver dor persistente no joelho, inchaço sem causa aparente, limitação de movimento ou piora progressiva dos sintomas.


O diagnóstico precoce pode evitar a progressão do quadro e reduzir o risco de complicações.



Portanto, se você sente desconforto no joelho ou tem dúvidas sobre sua saúde articular, agende uma consulta com um especialista em joelho!


Dr. Diego Munhoz

Médico ortopedista especialista em cirurgia de joelho graduado pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP.

Acompanha com proximidade o quadro clínico do paciente e atua do diagnóstico a reabilitação!

  • Graduado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP);
  • Residência em Ortopedia pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Especialização em cirurgia de Joelho pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Preceptor dos residentes de ortopedia durante o ano de 2018 no Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Preceptor dos alunos de medicina(internos) durante o ano de 2019 Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Habilitado em Cirurgia Robótica do Joelho;
  • Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho;
  • Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia;
  • Atualmente, cursa doutorado pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP).
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