Acupuntura no tratamento da artrose no joelho: existe comprovação científica?
Acupuntura no tratamento da artrose no joelho tem se destacado como uma alternativa complementar cada vez mais buscada por pacientes que desejam aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida.
Mas, diante de tantas opções terapêuticas, surge uma dúvida importante: existe realmente comprovação científica para esse tipo de abordagem?
Neste artigo, vamos explicar como a acupuntura atua no organismo, o que dizem os estudos mais recentes e em quais situações ela pode ser uma aliada no tratamento da artrose.
Acompanhe!
O que é a acupuntura e como ela funciona no organismo?
A acupuntura é uma prática terapêutica originada da medicina tradicional chinesa que consiste na inserção de agulhas muito finas em pontos específicos do corpo.
O objetivo é promover equilíbrio e aliviar sintomas como dor.
Do ponto de vista da medicina moderna, seu funcionamento está relacionado à estimulação do sistema nervoso, promovendo a liberação de substâncias químicas naturais do organismo, como endorfinas, serotonina e outros neurotransmissores envolvidos no controle da dor e do bem-estar.
Pesquisas mostram que a acupuntura pode ser útil para diversas condições dolorosas, incluindo dor no joelho associada à osteoartrite (artrose), com evidências de melhora da dor e da função em comparação a não realizar tratamento.
Além disso, destacam que a técnica pode modular vias nervosas, reduzir processos inflamatórios e melhorar a circulação local, contribuindo para o alívio da dor e melhora da função.
Assim, embora tenha origem em conceitos tradicionais, hoje a acupuntura é compreendida como uma abordagem que atua tanto em mecanismos neurológicos quanto bioquímicos, sendo utilizada como terapia complementar em diversas condições.
Existe comprovação científica da eficácia da acupuntura para artrose no joelho?
Sim, existe comprovação científica sobre o uso da acupuntura na artrose do joelho, principalmente para alívio da dor e melhora da função.
Nesse estudo publicado em 2024, pesquisadores avaliaram a acupuntura isolada e combinada com exercícios em pacientes com artrose de joelho.
Os resultados mostraram que a acupuntura pode contribuir para redução da dor e melhora da função física, especialmente quando associada à reabilitação.
Além disso, uma revisão sistemática mais recente reforça esses achados.
Essa análise, que reuniu diversos ensaios clínicos, concluiu que a acupuntura pode proporcionar melhora da dor e da função por até 3 a 6 meses após o tratamento, com bom perfil de segurança.
Assim, a evidência científica atual mostra que a acupuntura pode sim ser eficaz como tratamento complementar para artrose no joelho, principalmente no controle da dor e na melhora funcional.
Contudo, ela não substitui tratamentos principais (como fisioterapia, controle de peso ou intervenções médicas).
Em quanto tempo o paciente percebe melhora dos sintomas?
O tempo para perceber melhora com a acupuntura pode variar de pessoa para pessoa.
De modo geral, os benefícios começam a aparecer de forma gradual ao longo das primeiras semanas de tratamento.
Em muitos casos, os pacientes já relatam alguma redução da dor após as primeiras sessões.
Entretanto, a melhora mais consistente costuma ocorrer após um ciclo inicial de cerca de 4 a 6 semanas, especialmente quando as sessões são realizadas com regularidade.
Os efeitos da acupuntura na artrose do joelho tendem a ser progressivos, com melhora da dor e da função ao longo de várias semanas de tratamento contínuo.
Quando não indicamos esse tratamento?
Não indicamos a acupuntura como tratamento principal em casos de lesões estruturais importantes, como roturas e lesão ligamentares, deformidades articulares, infecções ou tumores na região do joelho.
Nessas condições, precisamos de um tratamento específico e, muitas vezes, mais direcionado.
Além disso, pacientes com alterações de coagulação, uso de anticoagulantes em determinadas condições ou infecções de pele no local da aplicação também devem ser avaliados com atenção antes de iniciar a terapia.
A acupuntura é considerada segura quando realizada por profissionais qualificados.
Porém, por ser um procedimento invasivo, existe risco, embora raro, de complicações, como pequenos sangramentos, infecções ou lesões em estruturas próximas.
Por isso, é fundamental que o tratamento seja realizado por um profissional habilitado e dentro de um plano terapêutico bem indicado, garantindo segurança e melhores resultados para o paciente.
Além da acupuntura, quais tratamento estão disponíveis para a artrose no joelho?
De forma geral, a base do tratamento inclui a fisioterapia, que é fundamental para fortalecer a musculatura, melhorar a estabilidade da articulação e recuperar a mobilidade, além de contribuir para a redução da dor ao longo do tempo.
O controle do peso e a prática de atividades físicas orientadas também são essenciais para diminuir a sobrecarga no joelho e retardar a progressão da doença.
Entre as opções médicas, as infiltrações no joelho têm um papel importante.
Podemos realizar infiltrações com corticoides, para controle de inflamação e dor aguda, ou com ácido hialurônico, que melhora a lubrificação da articulação.
Mais recentemente, estamos utilizando terapias da medicina regenerativa, como o PRP (plasma rico em plaquetas), células-tronco e até o uso de hidrogel no joelho, com o objetivo de modular a inflamação e melhorar o ambiente articular, com resultados promissores em casos selecionados.

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Além disso, dispositivos como joelheiras e palmilhas ajudam a redistribuir a carga sobre o joelho, proporcionando mais conforto no dia a dia.
Por fim, nos casos mais avançados, podemos recorrer à cirurgia, especialmente a prótese de joelho.
Nesse caso, substituímos a articulação desgastada, o que permite ao paciente recuperar a função e a qualidade de vida.
Quando procurar o especialista para avaliar o tratamento da artrose no joelho?
Procurar o especialista em joelho para avaliar o tratamento da artrose no joelho é fundamental sempre que a dor começa a ser frequente, limita atividades do dia a dia ou não melhora com medidas simples, como repouso, uso de medicamentos comuns ou exercícios básicos.
Além disso, sinais como inchaço recorrente, rigidez ao acordar, dificuldade para caminhar, subir escadas ou até perda de mobilidade indicam que a articulação pode estar mais comprometida e precisa de uma avaliação mais detalhada.
Quanto mais cedo o acompanhamento especializado é iniciado, maiores são as chances de controlar a progressão da doença.
Mesmo em casos já diagnosticados, é importante buscar o ortopedista quando os sintomas pioram ou deixam de responder às abordagens realizadas.
Hoje, existem diversas opções além dos métodos tradicionais, como infiltrações, terapias da medicina regenerativa e, em casos mais avançados, a cirurgia.
Se você está sentindo dor no joelho ou já tem diagnóstico de artrose, não espere a limitação aumentar para buscar ajuda.
Agende uma consulta com o Dr. Diego Munhoz, especialista em tratamentos avançados para o joelho e descubra a melhor estratégia para recuperar sua qualidade de vida de forma totalmente personalizada!
Dr. Diego Munhoz
Médico ortopedista especialista em cirurgia de joelho graduado pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP.
Acompanha com proximidade o quadro clínico do paciente e atua do diagnóstico a reabilitação!
- Graduado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP);
- Residência em Ortopedia pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
- Especialização em cirurgia de Joelho pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
- Preceptor dos residentes de ortopedia durante o ano de 2018 no Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
- Preceptor dos alunos de medicina(internos) durante o ano de 2019 Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
- Habilitado em Cirurgia Robótica do Joelho;
- Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho;
- Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia;
- Atualmente, cursa doutorado pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP).









