Terapia por onda de choque para cicatrização do ligamento cruzado anterior pós cirurgia

18 de março de 2025

Em busca de informações sobre a terapia por onda de choque para cicatrização do ligamento cruzado anterior pós cirurgia?

A recuperação após a cirurgia do ligamento cruzado anterior exige um processo cuidadoso de reabilitação para restaurar a força, estabilidade e função do joelho.


Embora a fisioterapia seja essencial, novas abordagens vêm sendo estudadas para acelerar a cicatrização e melhorar os resultados pós-operatórios.


Entre elas, a terapia por onda de choque desponta por seu potencial em estimular a regeneração tecidual e reduzir a inflamação.

Entenda melhor neste artigo!


O que é e quando é necessária a cirurgia do ligamento cruzado anterior?


O ligamento cruzado anterior (LCA) é uma estrutura fundamental para a estabilidade do joelho, conectando o fêmur à tíbia e prevenindo o deslocamento anterior desta em relação àquele.


Lesões no LCA são comuns, especialmente entre atletas, e podem ocorrer devido a entorses, quedas, mudanças bruscas de direção ou traumas diretos.


A ruptura do LCA é frequentemente acompanhada por um som de "estalo", dor intensa, inchaço e dificuldade para movimentar o joelho.


Além disso, muitos pacientes relatam sensação de instabilidade ou falha na articulação após a fase aguda da lesão.


Assim, podemos indicar a cirurgia do ligamento cruzado anterior para pacientes que apresentam instabilidade no joelho durante atividades diárias ou esportivas, desejam retornar a práticas esportivas de alto nível ou não obtiveram sucesso com tratamentos conservadores.


O objetivo do procedimento é restaurar a estabilidade e a função normal do joelho, prevenindo futuras lesões e degenerações articulares.


Durante a cirurgia, o ligamento rompido é substituído por um enxerto, que pode ser obtido de tendões do próprio paciente ou de doadores.


A técnica mais comum envolve a realização de artroscopia, um procedimento minimamente invasivo que utiliza pequenas incisões e uma câmera para guiar a reconstrução.


Terapia por onda de choque para cicatrização do ligamento cruzado anterior pós cirurgia


Atualmente, a cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior apresenta excelentes resultados, mas nem sempre garante 100% de retorno ao esporte ou a recuperação completa em todos os casos.


Isso ocorre, em parte, devido a falhas na cicatrização ou maturação do enxerto, o que pode resultar em alguma frouxidão residual.


Essa variabilidade está relacionada à capacidade individual de cicatrização e à reabilitação pós-cirúrgica.


Nesse contexto, existem terapias que visam melhorar a cicatrização do enxerto, e uma delas é a terapia de ondas de choque.


Esse estudo comparou dois grupos de pacientes submetidos à reconstrução do ligamento cruzado anterior com enxerto de tendões flexores.


Um grupo realizou apenas a reabilitação tradicional, enquanto o outro grupo recebeu terapia de ondas de choque associada à fisioterapia por cinco semanas.


A pesquisa avaliou três aspectos principais: a presença de frouxidão residual, os escores clínicos (que medem dor e funcionalidade) e a aparência do enxerto na ressonância magnética.


Os pacientes foram acompanhados por dois anos, e os resultados finais mostraram diferenças interessantes entre os grupos.


Em relação à frouxidão residual, não houve diferença significativa entre os grupos que receberam terapia de ondas de choque e aqueles que fizeram apenas fisioterapia tradicional.


Entretanto, ao analisar os escores clínicos, o grupo que recebeu terapia de ondas de choque apresentou melhores resultados funcionais após dois anos.


Nos primeiros meses, não havia diferenças significativas, mas a longo prazo, a terapia adjuvante mostrou benefícios.


Outro aspecto avaliado foi a integração e aparência do enxerto na ressonância magnética.


Inicialmente, a terapia de ondas de choque melhorou a visão do enxerto na tíbia, mas após dois anos, a integração do enxerto na tíbia estava igual entre os dois grupos.


Porém, a aparência do enxerto no fêmur e dentro da articulação foi mais favorável no grupo que recebeu terapia de ondas de choque.



Isso sugere que a terapia pode ter um impacto positivo na cicatrização e na qualidade do enxerto em certas áreas.



Terapia por onda de choque e cicatrização do ligamento cruzado anterior: fale com o especialista


A recuperação após a cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior é um processo que exige dedicação e acompanhamento especializado.


Além da reabilitação convencional, novas abordagens vêm sendo estudadas para otimizar os resultados e acelerar a cicatrização.


A terapia por onda de choque surge como uma alternativa promissora, estimulando a regeneração tecidual e melhorando a qualidade do enxerto em áreas específicas do joelho.


Embora a cirurgia já ofereça excelentes desfechos, essa terapia adjuvante pode ser um diferencial importante, especialmente para atletas ou indivíduos que desejam retornar às atividades físicas com mais segurança e rapidez.


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Como mencionado acima, estudos indicam que a aplicação das ondas de choque pode favorecer a vascularização da região operada, reduzindo o tempo de recuperação e potencializando a funcionalidade do joelho a longo prazo.


O Dr. Diego Munhoz é ortopedista especialista em cirurgia do joelho e medicina esportiva, com ampla experiência no tratamento de lesões como a ruptura do LCA.


Com uma abordagem moderna e personalizada, ele utiliza as técnicas mais avançadas para garantir uma recuperação eficiente e segura.


Então, seja você um atleta ou alguém que busca retomar suas atividades diárias sem limitações, o Dr. Diego Munhoz está pronto para oferecer o melhor cuidado, desde o diagnóstico até a reabilitação pós-cirúrgica.


Não permita que uma lesão afete sua qualidade de vida.


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Dr. Diego Munhoz

Médico ortopedista especialista em cirurgia de joelho graduado pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP.

Acompanha com proximidade o quadro clínico do paciente e atua do diagnóstico a reabilitação!

  • Graduado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP);
  • Residência em Ortopedia pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Especialização em cirurgia de Joelho pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Preceptor dos residentes de ortopedia durante o ano de 2018 no Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Preceptor dos alunos de medicina(internos) durante o ano de 2019 Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Habilitado em Cirurgia Robótica do Joelho;
  • Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho;
  • Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia;
  • Atualmente, cursa doutorado pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP).
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