PRP ou ácido hialurônico: qual infiltração escolher para o seu joelho?

10 de março de 2026

Diante das diferentes opções de infiltração disponíveis para o tratamento da dor no joelho, pode surgir a dúvida: PRP ou ácido hialurônico, qual escolher? 

Ambas as abordagens são muito utilizadas na ortopedia e apresentam objetivos e mecanismos de ação distintos.


Assim, devemos considerar a causa da dor, o grau de desgaste da articulação, o perfil do paciente e o estilo de vida. 


Enquanto uma atua principalmente na lubrificação e proteção da articulação, a outra estimula processos biológicos de reparo dos tecidos. 


Neste artigo, vamos detalhar essas diferenças para que você tome uma decisão segura e alinhada às reais necessidades do seu joelho!


O que é o ácido hialurônico e qual seu papel na saúde da articulação?


O ácido hialurônico é uma substância naturalmente produzida pelo organismo e encontrada em alta concentração no líquido sinovial, que é o fluido responsável por nutrir, lubrificar e proteger as articulações. 


De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), sua principal função é reduzir o atrito entre as superfícies articulares, facilitar o deslizamento dos movimentos e atuar como um importante amortecedor de impacto durante atividades do dia a dia.


Com o envelhecimento, sobrecarga articular ou processos degenerativos, como a artrose, ocorre uma diminuição tanto da quantidade quanto da qualidade dessa substância, o que torna o líquido sinovial menos viscoso e menos eficiente. 


Por isso, a reposição do ácido hialurônico por meio de infiltrações articulares é reconhecida por como uma estratégia para melhorar o ambiente articular, aliviar sintomas e contribuir para a manutenção da função do joelho e de outras articulações.


O que é o PRP e como ele atua no tratamento da dor no joelho?


O Plasma Rico em Plaquetas (PRP) é um concentrado obtido a partir do próprio sangue do paciente, no qual as plaquetas são separadas e concentradas por meio de centrifugação. 


Essas plaquetas são ricas em fatores de crescimento e proteínas bioativas que participam diretamente dos processos naturais de reparo e regeneração dos tecidos. 


De acordo com a Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS), o PRP atua modulando a inflamação, estimulando a cicatrização tecidual e favorecendo um ambiente biológico mais saudável dentro da articulação do joelho.


No tratamento da dor no joelho, especialmente em casos de lesões iniciais da cartilagem, artrose leve a moderada, tendinopatias e sobrecargas articulares, o PRP não tem apenas um efeito analgésico. 


Sua principal ação está relacionada à estimulação dos mecanismos de reparo do próprio organismo, ajudando a reduzir processos inflamatórios crônicos e a melhorar a qualidade dos tecidos articulares ao longo do tempo. 


Diferentemente de infiltrações voltadas apenas para o alívio rápido da dor, o PRP busca atuar na causa biológica do problema.


Isso explicar por que seus resultados costumam surgir de forma progressiva e podem ser mais duradouros em pacientes bem selecionados.


Quais são as principais diferenças entre PRP e ácido hialurônico?


Embora ambos sejam utilizados por meio de infiltração no joelho, o PRP e o ácido hialurônico atuam de formas diferentes e têm objetivos distintos no tratamento da dor e das doenças articulares. 


O ácido hialurônico é uma substância naturalmente presente no líquido sinovial e tem como principal função melhorar a lubrificação da articulação, reduzir o atrito entre as superfícies articulares e ajudar na absorção de impacto.


Indicamos essa opção em quadros de desgaste da cartilagem e artrose leve a moderada, com foco no alívio da dor e na melhora da mobilidade. 


Já o Plasma Rico em Plaquetas (PRP) é obtido a partir do próprio sangue do paciente e concentra plaquetas ricas em fatores de crescimento, que atuam modulando a inflamação e estimulando processos biológicos de reparo tecidual.


Costumamos utilizar em lesões iniciais da cartilagem, tendões ou em pacientes mais jovens e ativos. 


Assim, enquanto o ácido hialurônico age principalmente de forma mecânica e bioquímica para melhorar o ambiente articular, o PRP tem uma ação mais biológica e regenerativa. 


Além disso, o efeito do ácido hialurônico costuma ser mais previsível e voltado ao controle dos sintomas, enquanto o PRP pode apresentar respostas variáveis entre os pacientes, dependendo do estágio da lesão e das características individuais. 


PRP ou ácido hialurônico: qual opção indicamos para pacientes jovens e ativos? 


De modo geral, pacientes jovens e fisicamente ativos tendem a se beneficiar mais do tratamento com Plasma Rico em Plaquetas (PRP), especialmente quando a dor no joelho está relacionada a lesões iniciais da cartilagem, sobrecarga articular, tendinopatias ou processos inflamatórios sem desgaste avançado. 


Isso porque o PRP é obtido a partir do próprio sangue do paciente e concentra plaquetas ricas em fatores de crescimento.


Elas atuam estimulando mecanismos biológicos de reparo tecidual e modulação da inflamação, algo particularmente relevante em indivíduos que ainda apresentam bom potencial de regeneração. 


Diretrizes de sociedades ortopédicas internacionais, como a International Society for Cartilage Regeneration & Joint Preservation (ICRS), apontam que terapias biológicas, como o PRP, podem ser consideradas em pacientes mais jovens, ativos e com lesões articulares em fases iniciais, justamente por buscarem não apenas o alívio sintomático, mas também a preservação da articulação a longo prazo. 


Já o ácido hialurônico, costumamos indicar em quadros de desgaste progressivo, nos quais o objetivo principal é melhorar a lubrificação, reduzir o impacto articular e aliviar a dor mecânica.


Por isso, em jovens ativos, a escolha pelo PRP costuma estar mais alinhada à proposta de manter a função articular e permitir a continuidade das atividades físicas com menor risco de progressão do problema.



Como a avaliação com o especialista em joelho ajuda a definir a melhor opção?


A avaliação com o especialista em joelho é essencial porque a escolha da infiltração ideal não depende apenas da intensidade da dor, mas principalmente da causa do problema, do estágio da lesão, do perfil do paciente e dos objetivos do tratamento. 


Durante a consulta, analisamos o histórico clínico, o nível de atividade física, exames de imagem, sinais de inflamação, desgaste da cartilagem ou comprometimento dos tendões e ligamentos. 


Essa análise detalhada permite diferenciar situações em que o foco deve ser o controle da inflamação, a melhora da lubrificação articular ou o estímulo à regeneração tecidual.


Além disso, o acompanhamento especializado garante que a infiltração faça parte de um plano terapêutico completo, associado à reabilitação, fortalecimento muscular e ajustes na rotina.


Dessa forma, aumentamos as chances de bons resultados e reduzimos o risco de recorrência da dor.


Então, se você sente dor no joelho e quer saber qual infiltração é mais indicada para o seu caso, agende uma consulta com o Dr. Diego Munhoz, especialista em joelho e em tratamentos por infiltração. 



Uma avaliação individualizada é o primeiro passo para recuperar a função, aliviar a dor e voltar às atividades com mais segurança!


Dr. Diego Munhoz

Médico ortopedista especialista em cirurgia de joelho graduado pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP.

Acompanha com proximidade o quadro clínico do paciente e atua do diagnóstico a reabilitação!

  • Graduado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP);
  • Residência em Ortopedia pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Especialização em cirurgia de Joelho pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Preceptor dos residentes de ortopedia durante o ano de 2018 no Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Preceptor dos alunos de medicina(internos) durante o ano de 2019 Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Habilitado em Cirurgia Robótica do Joelho;
  • Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho;
  • Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia;
  • Atualmente, cursa doutorado pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP).
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