Cirurgia para alinhar as pernas: entenda os benefícios da cirurgia robótica

30 de dezembro de 2025

Em busca de cirurgia para alinhar as pernas?


O desalinhamento das pernas, seja em forma de “joelho para dentro” ou “pernas arqueadas”, vai muito além de uma questão estética.


Com o tempo, essa alteração no eixo da perna pode gerar dor, sobrecarga nas articulações, desgaste acelerado da cartilagem e dificuldade para realizar atividades do cotidiano.


Por isso, quando o desalinhamento começa a afetar a qualidade de vida, a correção cirúrgica pode ser necessária.


Nos últimos anos, a cirurgia robótica tem se destacado como uma das alternativas mais precisas para tratar esses casos.


Com tecnologia avançada, planejamento detalhado e movimentos guiados em tempo real, ela oferece a possibilidade de um resultado mais previsível e uma recuperação mais confortável.


Quando indicamos a cirurgia para alinhar as pernas e quais sintomas o paciente costuma apresentar?


A cirurgia para alinhar as pernas, geralmente indicada para corrigir joelho varo (“pernas arqueadas”) ou joelho valgo (“pernas para dentro”), é recomendada quando o desalinhamento começa a prejudicar a função, causar dor persistente ou acelerar o desgaste das articulações.


Costumamos indicar quando o paciente apresenta:


  • Dor no joelho, principalmente ao caminhar, subir escadas ou ficar muito tempo em pé;
  • Desgaste precoce da cartilagem, observado nos exames de imagem
  • Instabilidade ou sensação de que o joelho “não aguenta o peso”;
  • Dificuldade de caminhar longas distâncias ou mudança na forma de pisar;
  • Sobrecarga em um dos lados do joelho, levando a inflamação e limitação nas atividades;
  • Deformidade visível que está progredindo ao longo dos anos.


Lembramos que, em muitos casos, o desalinhamento, quando não tratado, acelera o desenvolvimento da artrose.


Por isso, a cirurgia é considerada para corrigir a biomecânica, reduzir a dor e preservar a articulação.


Quais são as diferenças entre o desalinhamento em “joelho valgo” e “joelho varo” e como isso afeta a mobilidade e a dor?


O joelho valgo e o joelho varo representam desalinhamentos opostos da perna e cada um deles afeta a maneira como o peso do corpo é distribuído sobre a articulação.


No joelho valgo, conhecido como “pernas para dentro”, os joelhos se aproximam enquanto os tornozelos ficam afastados.


Esse padrão faz com que a parte lateral do joelho seja mais exigida, enquanto a parte interna sofre maior compressão, o que pode levar ao desgaste precoce da cartilagem medial e aumentar o risco de desenvolver dor, inflamação e dificuldade para manter a estabilidade ao caminhar.


Já no joelho varo, ou “pernas arqueadas”, acontece o contrário.


Os joelhos ficam afastados e a carga se concentra na região interna da articulação.


Estudos ortopédicos mostram que esse excesso de pressão acelera o surgimento de artrose medial e causa dor ao caminhar, correr ou permanecer muito tempo em pé.


Em ambos os casos, o desalinhamento altera a mecânica da marcha, aumenta o gasto energético para se movimentar e faz com que os músculos ao redor do joelho precisem compensar o desequilíbrio, o que gera fadiga e limitações funcionais.


Por que a cirurgia robótica tem se tornado uma opção cada vez mais recomendada? Quais vantagens em comparação à técnica convencional?


A cirurgia robótica reúne tecnologia, precisão e mais segurança em um único procedimento.


Diferente da técnica convencional, em que o cirurgião depende de instrumentos manuais e de sua própria percepção para fazer os cortes e alinhar a perna, a robótica utiliza sensores, mapas 3D e softwares avançados.


Isso significa que, antes mesmo de entrar no centro cirúrgico, já sabemos exatamente onde precisamos atuar, qual será o melhor posicionamento e quanto de correção é necessário para devolver o eixo natural da perna.


Durante a cirurgia, o robô guia nossos movimentos com extrema precisão, permitindo ajustes milimétricos que seriam mais difíceis de alcançar manualmente.


Na prática, isso reduz o risco de erros, evita desalinhamentos residuais e melhora a distribuição de peso sobre o joelho.


Além disso, a tecnologia robótica oferece maior previsibilidade e controle dos resultados.


Como os movimentos são mais estáveis, o procedimento tende a ser menos traumático para os tecidos ao redor.


Quer saber mais sobre a cirurgia robótica de joelho? Acesse esse artigo em nosso blog!


Cirurgia para alinhar as pernas: como é o pós-operatório e quais cuidados são necessários?


Nos primeiros dias, é comum que o paciente sinta algum desconforto, inchaço e limitação nos movimentos, o que é esperado após a correção óssea.


Por isso, recomendamos o uso de gelo, elevação das pernas e medicações para controle da dor e da inflamação.


Logo nas primeiras semanas, a fisioterapia passa a ter papel fundamental.


Ela ajuda a recuperar a amplitude de movimento, fortalecer a musculatura e melhorar a marcha de forma gradual.


É essencial respeitar as orientações sobre carga apoiada no membro operado, pois cada caso exige um tempo específico para que o osso cicatrize adequadamente.


O paciente também deve manter os curativos limpos, observar sinais de infecção, evitar esforços, seguir corretamente as medicações prescritas e comparecer a todas as consultas de revisão.


Aos poucos, podemos introduzir exercícios de baixo impacto, como bicicleta ergométrica ou caminhada leve.


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Todos os pacientes podem fazer a cirurgia com robô? Quando procurar o especialista para descobrir se você precisa dessa cirurgia?


Nem todos os pacientes podem realizar a cirurgia robótica para alinhar as pernas.


Nesse sentido, avaliamos fatores como o tipo e o grau do desalinhamento, a presença de desgaste da cartilagem, a idade, o nível de atividade física, doenças associadas e até mesmo a qualidade do osso.


A robótica costuma ser especialmente vantajosa em situações que exigem correção milimétrica, desalinhamentos combinados com início de artrose ou casos em que o posicionamento preciso dos cortes ósseos faz diferença para o resultado a longo prazo.


Ainda assim, é a avaliação presencial que define se essa é a técnica ideal para cada paciente. O momento de procurar o especialista geralmente chega quando:


  • A dor começa a atrapalhar atividades como caminhar ou subir escadas;
  • Se há limitação de movimento;
  • O desalinhamento está visivelmente piorando;
  • Exames mostram sinais de sobrecarga e desgaste na articulação. 
  • Desalinhamento está impactando sua postura e sua qualidade de vida. 


Quanto mais cedo essa avaliação é feita, maiores são as chances de planejar um tratamento que preserve o joelho.


Então, se você tem sentido dor, incômodo ou já recebeu diagnóstico de joelho varo ou valgo, procure uma avaliação especializada.


Agende uma consulta com o Dr. Diego Munhoz, especialista em cirurgia robótica no joelho, e descubra se essa técnica pode ser indicada para você!

Dr. Diego Munhoz

Médico ortopedista especialista em cirurgia de joelho graduado pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP.

Acompanha com proximidade o quadro clínico do paciente e atua do diagnóstico a reabilitação!

  • Graduado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP);
  • Residência em Ortopedia pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Especialização em cirurgia de Joelho pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Preceptor dos residentes de ortopedia durante o ano de 2018 no Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Preceptor dos alunos de medicina(internos) durante o ano de 2019 Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP);
  • Habilitado em Cirurgia Robótica do Joelho;
  • Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho;
  • Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia;
  • Atualmente, cursa doutorado pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (IOT HC FMUSP).
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